23 de dezembro de 2009

Um pouco de mim

'- Senta-te e ouve. Para mim não há qualquer tipo de engano ou qualquer tipo de delírio. Tudo o que me passa ao lado é tão banal, tão fútil. Deprimente. Não quero qualquer tipo de pena. Qualquer tipo de tristeza, de vergonha. Quero uma realidade convicta, quero um esforço. Um vazio que falta preencher. Quero TER.
- O que sentes?
- Gelo. Congela-me a alma. Aquilo escapa pelos dedos. É uma fortuna quase ganha.
- Falta ganhá-la?
- Não! Falta conquistá-la.'

(: Hoje Flutuo. Balanço, respiro fundo. Conquisto triunfos por cada passo que dou.

Sou feliz
.

20 de outubro de 2009

Um momento!

A vida passa num segundo, e dói ao vermos apagarem-se todas as euforias inocentes da nossa infância e juventude. Dói vermos serem apagadas pessoas e personalidades queridas, quando julgávamos que nos pertenciam para sempre. E todas estas verdades que nos vamos apercebendo ao longo do tempo, que insiste em não abrandar, assombram-nos o futuro e enchem-nos de saudade. Acaba por ser uma tortura. Ocorrem-nos pensamentos fúteis, vontades inconcebíveis. Na verdade, desejarmos nunca termos sido felizes no passado é o melhor troféu que queremos ganhar, a única batalha que falta vencer. Fechar a janela a novas oportunidades de sorrir, centrar no passado promissor. Não passa de uma obsessão. Viver na tristeza tornar-se-á numa doença. A cobardia, o lema de vida. Que humilhação. Que desordem.

Mas não há meio da força crescer, envolver-se no corpo, girar a cabeça, acelerar o coração. Até o amor deixou de ter significado (ou terá demais?).

4 de agosto de 2009

Há amar e amar...

Amar.

Nada que se assemelhe a um acto de repulsa anormal para corações desleixados. O desleixo de viver é a maior tristeza para este sentimento. Desleixo de viver, medo de sentir.
Medo? Talvez a maior cobardia, vista aos olhos de um intocável silêncio, ritmado ao som das cordas do coração.
Medo? De certeza o maior acto de gratidão da nossa aventura sentimental.
Amar, pode tocar num foro psicológico surreal, pode manipular a vida de uma fortaleza inquebrável, pode até resistir à distância até de almas. Mas amar foi, sem dúvida, a maior dádiva dada à vida Humana.

Amar-te foi sem dúvida a maior dádiva dada à Minha vida humana.










Sorri.
Quero sentir o calor da tua felicidade, querido.
Tranquiliza-me.
Purifica-me.
Resnovenesce-me.
Amo-te como nunca amei ninguém.
Amo-te como mais ninguém te amará.
É um sentimento que te prende a um ciclo de harmoniosidade.
Amor.
Carece-me os sentidos.
Sente.
Amo-te.
Amo-te.
Liberta-me da pressão do sentimento.
Amei-te.Soltaste-me de uma vida monótona, hoje rodopio no irreverente conforto dos teus braços.
Amo-te que tanta felicidade me cega e tanto amor me ensurdece o coração.



N., eu amar-te-ei para todo o nosso SEMPRE.

Inconcistência


Sensações de um inconstante amor perfuram todo o ser, ao tentar abrir as asas e alargar-me a uma natureza e um mundo que é construido à medida que as necessidades se manifestam e os sonhos nos cegam. Um mundo que, ainda que ficticio, é repleto da realidade que presenteio inundado dum presente de acontecimentos mundiais e pessoais. Palavras encravadas na garganta sufocam os meus pensamentos, não sei me reproduzir. Manifestar. Sinto-me incapacitada de caminhar pelos dias, pelas horas. É inevitável, eu estou vazia.

Rodeada de caminhos, lugares, pessoas, vida. Cega por sonhos, ambições. Não consigo conquistar o futuro. A fúria impede-me e a raiva domina a fúria, e o tédio esconde-se em raiva e por fim a incapacidade manifesta-se. Na minha cabeça as soluções gritam, as ideias reviram e a consciência rodopia. A noção é me adquirida como o medo iludido. Reina-me a confusão na alma. A única certeza que me paira no coração é que viver é inevitável, tal como o sorriso e a cabeça erguida. A força permanece algures no meu sangue. Na verdade o que respiro é,

O medo de perder,

A ambição de ganhar... de ter,

A vontade de correr,

O olhar do destino... o seu respirar (o seu falar),

Mas no fundo, a incapacidade de agir paira-me na voz, nos dedos. É isso que me trava perante tudo o resto.




Continuarei à espera. Tenho um grito na garganta encurralado.

Hoje? À frente o vazio, à volta o silêncio.