Os amores à primeira vista nunca me pareceram plausíveis. Cegar-me perante uma cara e uma troca e meia de palavras, uma questão que não faz sentido, não tem qualquer senso no consciente, não é aceitável no subconsciente e é punido pelas ideias que respiro.
Para a minha pessoa cada passo que dou tem que ser escrito, cada acto é um contracto com a vida, cada sentimento é combinado com o destino.
Isto porque o medo proclama na mente e saborear a amargura dos erros não me faz adormecer em paz.
Mas porque a minha vida são momentos, porque nem os deuses decidem datas de morte, porque o coração não pressente nem adivinha quando se vai despedir do meu corpo, quero-o a palpitar ao ritmo da palavra Amor.
O sorriso começou irrequieto: um medo, uma certeza, um sentir, uma felicidade estonteante. Um sentimento que preenche cada espaço. Um voar de palavras sem significado, por uma surpresa ao aperceber do que toca nos meus dedos (teus).
E porque a vergonha me deixa muda, e o teu carinho me deixa cega, o sexto sentido remata dizendo:
Adoro-te. E se pudesse voar tal como esta palavra voa sobre os nossos destinos, eu voaria todas as noites até à lua e soletrava carinhos, para que chovesse um beijo no teu sonho.