Os amores à primeira vista nunca me pareceram plausíveis. Cegar-me perante uma cara e uma troca e meia de palavras, uma questão que não faz sentido, não tem qualquer senso no consciente, não é aceitável no subconsciente e é punido pelas ideias que respiro.
Para a minha pessoa cada passo que dou tem que ser escrito, cada acto é um contracto com a vida, cada sentimento é combinado com o destino.
Isto porque o medo proclama na mente e saborear a amargura dos erros não me faz adormecer em paz.
Mas porque a minha vida são momentos, porque nem os deuses decidem datas de morte, porque o coração não pressente nem adivinha quando se vai despedir do meu corpo, quero-o a palpitar ao ritmo da palavra Amor.
O sorriso começou irrequieto: um medo, uma certeza, um sentir, uma felicidade estonteante. Um sentimento que preenche cada espaço. Um voar de palavras sem significado, por uma surpresa ao aperceber do que toca nos meus dedos (teus).
E porque a vergonha me deixa muda, e o teu carinho me deixa cega, o sexto sentido remata dizendo:
Adoro-te. E se pudesse voar tal como esta palavra voa sobre os nossos destinos, eu voaria todas as noites até à lua e soletrava carinhos, para que chovesse um beijo no teu sonho.
'No. I don't wanna battle from beginning to end. I don't wanna cycle or recycle revenge. I don't wanna follow death and all his friends.'
30 de abril de 2011
3 de março de 2011
'Teaser'
Assustam-nos estes pensamentos, inserem-se em actos da nossa alma em que não podemos interferir. É frustrante. É frustrante fecharmos os olhos ao caminho que seguimos, apalpamos as pessoas á volta, voamos com o vazio, e de olhos fechados continuamos com os mesmos pensamentos que nos gritam num clamor ensurdecedor. Quem nos dera que eles pudessem viajar como as nossas mãos, não seria fantástico?
Hoje assusta-me o que a minha alma sinta, assusto quem me rodeia e convido-os que saiam da vida indirectamente. Ainda que sem intenção talvez seja isso que aconteça, porque a culpa continua traçada na pele e os contra-argumentos ainda mais fortalecem as ideias. É inevitável não acreditar. Só queria que o medo batesse asas e que levasse com ele a culpa.
Eu pressinto e tenho culpa do destino, tenho medo da culpa. Guio-me pela mentira e ilusão, assusto-me com a realidade e revivo a frustração do perder.
Estou ainda presa a um momento residente no passado. À muito que a minha garganta grita e o mundo não se apercebe de qualquer perturbação na atmosfera, ninguém sente a revolta com que o meu coração se depara. Ideias, sentimentos, memórias fustigam-me o ser. O amor já não pertence aos meus dotes.
Hoje assusta-me o que a minha alma sinta, assusto quem me rodeia e convido-os que saiam da vida indirectamente. Ainda que sem intenção talvez seja isso que aconteça, porque a culpa continua traçada na pele e os contra-argumentos ainda mais fortalecem as ideias. É inevitável não acreditar. Só queria que o medo batesse asas e que levasse com ele a culpa.
Eu pressinto e tenho culpa do destino, tenho medo da culpa. Guio-me pela mentira e ilusão, assusto-me com a realidade e revivo a frustração do perder.
Estou ainda presa a um momento residente no passado. À muito que a minha garganta grita e o mundo não se apercebe de qualquer perturbação na atmosfera, ninguém sente a revolta com que o meu coração se depara. Ideias, sentimentos, memórias fustigam-me o ser. O amor já não pertence aos meus dotes.
8 de janeiro de 2011
Expressões de Pânico
Espera um segundo que acho que perdi o ponto da situação! Já sei viver um momento de cada vez, ao menos isso. Tenho noção de que sinto falta de! Sou vazia. Estou em manutenção constante, com o coração avariado, com o motor de magias e purpurinas quebrado. Qual sede de viver? Qual incapacidade de lutar? Afinal, qual vida?
O passado ainda toca, um 'ainda' eterno. Sou personalidade em função da história. Umas décadas soam a milénios. Perco-me em devaneios. Devaneio na magoa, procuro-a incansavelmente. Canso-me de perder o rumo, canso-me de fazer sentido. Preocupações soam a balas, melodias assassinas que atingem alvos, qual auto-estima? Um dia, permanece uma semana. Ai o tempo! O tempo piora o estado, que tumor maligno.
Gostava de sentir, tocar. Gostava de sorrir 'sem doer as faces', sem doer a alma. Adrenalina, gosto de adrenalina, impulsos eléctricos explodem como gritos. Sensações apoderam-se dum físico que se sente a irradiar, que se sente a iluminar. Os olhos pintam Gaudi, as minhas danças soletram Florbela Espanca. Que saudade.
Sinto falta de! Esta bala perfurou demais. DEMAIS: não é por acaso que 'saudade' é a única palavra sem tradução noutras línguas, até mesmo da língua do coração.
O passado ainda toca, um 'ainda' eterno. Sou personalidade em função da história. Umas décadas soam a milénios. Perco-me em devaneios. Devaneio na magoa, procuro-a incansavelmente. Canso-me de perder o rumo, canso-me de fazer sentido. Preocupações soam a balas, melodias assassinas que atingem alvos, qual auto-estima? Um dia, permanece uma semana. Ai o tempo! O tempo piora o estado, que tumor maligno.
Gostava de sentir, tocar. Gostava de sorrir 'sem doer as faces', sem doer a alma. Adrenalina, gosto de adrenalina, impulsos eléctricos explodem como gritos. Sensações apoderam-se dum físico que se sente a irradiar, que se sente a iluminar. Os olhos pintam Gaudi, as minhas danças soletram Florbela Espanca. Que saudade.
Sinto falta de! Esta bala perfurou demais. DEMAIS: não é por acaso que 'saudade' é a única palavra sem tradução noutras línguas, até mesmo da língua do coração.
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