4 de agosto de 2009

Há amar e amar...

Amar.

Nada que se assemelhe a um acto de repulsa anormal para corações desleixados. O desleixo de viver é a maior tristeza para este sentimento. Desleixo de viver, medo de sentir.
Medo? Talvez a maior cobardia, vista aos olhos de um intocável silêncio, ritmado ao som das cordas do coração.
Medo? De certeza o maior acto de gratidão da nossa aventura sentimental.
Amar, pode tocar num foro psicológico surreal, pode manipular a vida de uma fortaleza inquebrável, pode até resistir à distância até de almas. Mas amar foi, sem dúvida, a maior dádiva dada à vida Humana.

Amar-te foi sem dúvida a maior dádiva dada à Minha vida humana.










Sorri.
Quero sentir o calor da tua felicidade, querido.
Tranquiliza-me.
Purifica-me.
Resnovenesce-me.
Amo-te como nunca amei ninguém.
Amo-te como mais ninguém te amará.
É um sentimento que te prende a um ciclo de harmoniosidade.
Amor.
Carece-me os sentidos.
Sente.
Amo-te.
Amo-te.
Liberta-me da pressão do sentimento.
Amei-te.Soltaste-me de uma vida monótona, hoje rodopio no irreverente conforto dos teus braços.
Amo-te que tanta felicidade me cega e tanto amor me ensurdece o coração.



N., eu amar-te-ei para todo o nosso SEMPRE.

Inconcistência


Sensações de um inconstante amor perfuram todo o ser, ao tentar abrir as asas e alargar-me a uma natureza e um mundo que é construido à medida que as necessidades se manifestam e os sonhos nos cegam. Um mundo que, ainda que ficticio, é repleto da realidade que presenteio inundado dum presente de acontecimentos mundiais e pessoais. Palavras encravadas na garganta sufocam os meus pensamentos, não sei me reproduzir. Manifestar. Sinto-me incapacitada de caminhar pelos dias, pelas horas. É inevitável, eu estou vazia.

Rodeada de caminhos, lugares, pessoas, vida. Cega por sonhos, ambições. Não consigo conquistar o futuro. A fúria impede-me e a raiva domina a fúria, e o tédio esconde-se em raiva e por fim a incapacidade manifesta-se. Na minha cabeça as soluções gritam, as ideias reviram e a consciência rodopia. A noção é me adquirida como o medo iludido. Reina-me a confusão na alma. A única certeza que me paira no coração é que viver é inevitável, tal como o sorriso e a cabeça erguida. A força permanece algures no meu sangue. Na verdade o que respiro é,

O medo de perder,

A ambição de ganhar... de ter,

A vontade de correr,

O olhar do destino... o seu respirar (o seu falar),

Mas no fundo, a incapacidade de agir paira-me na voz, nos dedos. É isso que me trava perante tudo o resto.




Continuarei à espera. Tenho um grito na garganta encurralado.

Hoje? À frente o vazio, à volta o silêncio.