17 de dezembro de 2007

Liberdade Infinita



Essa coisa voa, percorre o caminho do sentimento. Essa mentira que me assombra. Essas asas em que desejo tocar, essa verdade indeterminavel. Um brilho, um olhar por que me apaixono. Leva-me ate ao infinito do desespero. Desespero por nao ser tocada outra vez com esse teu olhar penetrante, que me prefura o coracao, que me acalma a alma. Desespero por um voo, por ver o mundo que nos rodeia. Para morrer num rodopio artistico, por dancar ate que a noite profunda desnasca, ate que o nascer do sol silencie a musica da minha inspiracao. E vou descendo daquele sonho. Em que a lua nos segurava, em que te sentia. O chao nao chega, vou descendo... nao desaparece a imagem, aquela luz, aquela esperanca. Vou descendo, o ar comanda-me ate que a dor se apodera do meu corpo. As brisas beijam-me os dedos enquanto a imagem tao prometedora, aquela tentacao de nao poder acordar vai morrendo. Desaparecendo.

É a Liberdade Infinita.
Sinto meses no peso de palavras, que à eternidades não pronuncio. Sussurrei reconforto, esperança e guerra. Libertei amargura destinada ao teu ouvido. Justamente procuro inspiração.
Apodera-se de mim a inveja das ideias. Quero sentir dor, interrogação e a curiosidade do meu respirar dança por entre os pulmões cheios de doçura. Só proficionais conseguem tocar no céu, são os únicos que saltam. Alcançam apenas momentaniedade que dura, não pelo tempo do momento, mas sim ni infinito da recordação. Sinto egoismo deslisar-me nas veias, quero a glória para as minhas únicas palavras, quero sentr a febre do papel.
Sinto tudo, tenho saudade do nada. Sinto falta de um pouco de vazio, um pedacinho de ansiedade. Que Revolta! Já nada comove-me os dedos, já nada beija-me a mente. Pesa-me uma vista cheia de múltiplos momentos. Nada me entristece, nada me toca daquela maneira. Só daquela Maneira...
Frenéticamente agitam-se os movimentos, vou tocar na Lua. Vou desmentir a verdade, rodopiando rodeios ritmados, raiando um sorriso. Permanecendo com o destino, lutar contra o meu fim.
Quero ser um PARA SEMPRE...

Como se o impossivel sequer existisse. Seguindo aqueles tais passos que nos levam ao chorar e gritar da esperança.
A inspiração acabou.
A inspiração acabou.
A minha vida recomeçou, o nosso abandonar rejeitou-nos.
O destino revirou-se. E o silêncio escondeu-se.
E o meu gritar disse:
A inspiração acabou
A inspiração acabou.

19 de setembro de 2007

Um continuar cada vez mais proximo


Querer reduzir velocidade para não chocar nos impossiveis desmonoramentos de sonhos.
Querer continuar o perigo de sonhar voando por entre a ambicção tao maliciosa.
Querer sentir o algo doloroso, uma queda vertiginosa, querer sentir uma dor.
A chegada e a partida são apenas dois lados da mesma viajem.
O sonho e a realidade são dois lados de um mesmo sentimento.
Simplesmente com o sonho aprende-se a compreender a realidade.


'Se alguma vez pudessemos sair. Se alguma vez exitisse coragem para tal.'
Coragem: um querer? Uma esperança? Um aviso?
Um aviso, um sopro ao ouvido, um puchar de força.
Coragem, uma liberdade interior, uma vida preenchida, o vazio fora do dicionario.
Um querer, ao que os humanos banais determinam força de vontade, e a vida? ela diz que querer é o desejo. Coragem existe para a vida, para a realidade é uma miragem.
Coragem, mais um passo. Enfortalesse a personalidade. Enfrenta a verdadeira dor, o medo.
Um aviso, uma consciencia melhor, limpa. Passos, a chegada. um começo. A partida. Jamais a chegada.
Jamais o fim.
Jamais o unico sentimento.
Jamais o ultimo fim a alcançar.
Não quero chegar á meta final, quero chegar á proxima partida.

O principio, continuidade do antigo momento que seria o fim.
Um começo, o novo passo para a frente. Depois segue-se outro. E outro. E mais outro.
Reconstrução de um novo momento. Reviver o que teria sido um momento antes vivido. Esperar um momento. Pensar. .: Momentaneamente continuar a viver o que nos parecia o fim cometido pelo erro de desistir.
Um ultimo continuar, apenas por agora.
Um continuar para sempre.

8 de agosto de 2007

Lê, Interioriza, sussurra


-Eu e tu. Adormecendo no conforto do inexpriente e descansando sobre a insegurança, a incerteza leva até ao limite da aventura.
-Cansa-me esta dor insurdecedora que me apasigua.
Um cheiro, um sabor que me domina num olhar intenso, num som profundo.
Esta saudade que me afoga, que me prende a esta realdade dolorosa.
Quem sente e sofre, vive!
Quem voa, espera e se prende, adormece!
Admira-te, surpreende-te, desilude-te.
Vive.
Mas, foi bastante depois de ter levado esta vida avante. Ter destruido o desassocego das tuas lágrimas.
-Eu levantei-me. Reparei: pela primeira vez tive o direito de me sentir a cima de ti, só para te poder dar e mão e te ajudar a levantar, a sair do tédio caloroso do teu próprio silêncio.
Esse silêncio cortava-me o reconforto das palavras. Matava a coragem. A tua, a minha. Reavivava a incapacidade de me sobrepôr a uma tristeza. Como não se não fosse capaz de caminhar. Não aliás, como se não fosse capaz de voar.
Eu acredito, o alarido da felicidade, sobrepõe-se no silêncio, e de resto só ouvirei um unico chorar. O chorar da guitarra dessas noites de fado ainda por viver.
-Eu sei, algures pela vida e surpreendentemente num caminho seguido e continuo há uma quebra. Clic'! Qual o tipo de sentimento? Arrependimento, ou talvez essa solidão ou aquele preconceito. De certeza aquela grande insegurança.
Vem, Passa, Vai, Volta.
Vem, Passa, Vai, Volta.
Vem, Passa, Vai, Volta.
Vem, Passa, Vai, Volta.
Vem, Passa, Vai, Volta.
Vem, traduz-se em sofrimento. Passa, acrescentando-se movimento. Vai, esvaza ainda mais o vazio. Volta, atormenta até à loucura.
Vem, O mundo já nem gira. Passa, clama-se pela resnascida felicidade. Vai, saboreia-se a vida. Volta, quebra-se a paz, predomina o silêncio.
Vem, o silêncio cala o delirio. Passa, levanta-se voo. Vai, Predomina a paz. Volta, desafina um violoncelo, há dor de queda, morte duma personalidade, imediata.
Um Tédio Proibido.
-De repente, reconheço esse silêncio. Invadio uma vida, um vazio.
Fecha-me a boca, rasga-me de voz.
Tenho a gargante vaga, oca. Já não sinto pássaros, já não sinto garras, já não sinto culpa.
Eu cheguei a tempo de ouvir o unico grito que não dei. Corri pela passagem do destino, para que chegasse antes do outrém. Antes que me roubassem inspiração, para que o meu silêncio não deixasse de ser intenso, para que mesmo incapaz de cantar, podesse ser purificado pelo teu ouvir.
Senhor Paciência, leva-me. Deixa que as horas voem, deixa desaparecer a preocupação, deixa que beije o teu silencio prometido.

-Fica.

16 de julho de 2007

Caminho do sorriso


É como se esse rumo se evapora-se por entre os dedos que o agarram. Como se não houvesse mais caminhos a seguir, e estivesse presente num mundo todo branco e sem vida. Mesmo vazio, o sorriso existe. Aparentemente pode não ser por fora, pois tenho a certeza de o ter por dentro. Eu escolho esse rumo, escolho o camino do sorriso

Seguindo esse caminho prometido. Agarrada aos sonhos da esperança. É como se ele não se apagasse. Reluzisse até a força da felicidade não aguentar mais, e prendesse os pés da segurança. Então que continue a reluzir dessa forma. Pois se a razão deixa, ele não se apaga, não se cala, nem se contem. Grita, rebenta. Soa num murmurio não é? Parece silêncioso? Cala demasiadas duvidas, invejas e inseguranças. Diz mais que uma simples conversa. Que uma simples palavras sincera.

E qual será o significado da sinceridade? É talvez o imaginar, o transbordar de um pensamento continuo. O renascer dos medos. A aventura do sem palavras. Aquele "mas" predominante, aquele "talvez", tambem insistente.

É o sorriso que desencadeia tais expressões. Expressão do que sinto, do que quero sentir.
*

24 de junho de 2007

Sonho

Essa coisa voa, percorre o caminho do sentimento.
Essa mentira que me assombra. Essas asas em que desejo tocar, essa verdade indeterminavel.
Um brilho, um olhar por que me apaixono. Leva-me até ao infinito do desespero.
Desespero por não ser tocada outra vez com esse teu olhar penetrante, que me prefura o coração, que me acalma a alma.
Desespero por um voo, por ver o mundo que nos rodeia. Para morrer num rodopio artistico, por dançar até que a noite profunda desnasça, até que o nascer do sol silêncie a música da minha inspiração.
E vou descendo daquele sonho. Em que a lua nos segurava, em que te sentia. O chão não chega, vou descendo... não desaparece a imagem, aquela luz, aquela esperança.
Vou descendo, o ar comanda-me até que a dor se apodera do meu corpo.
As brisas beijam-me os dedos enquanto a imagem tao prometedora, aquela tentação de não poder acordar vai morrendo. Desaparecendo.







Acordei, a minha vida continua igual. A unica diferença, é que a dor da saudade cresceu. E até agora permaneceu.

24 de abril de 2007

Esse não parar

É o que sinto... esse teu algo que aperta.
O mundo não pára, essa tua pequena vida continua.
E solta-se num passo, não pares, olha para trás, não te fixes em memórias.
Não te cortes, deseja. Voa!...
Sente, nem que seja o carinho de uma palavra,... Adoro-te!
Lê no em reflexos o que os teus olhos te dizem, não te entregues á fraqueza. Eensa, não afogues a tua alma com incertezas. Não mates a tua força com lamúrias.
Grita. Sente a revolta a sair-te das interrogações, arranhar-te a garganta, o ar mais leve, o tempo mais calmo, e a realidade canta.
Ouve o silêncio da noite, pede esse às estrelas, esse desejo que te atormenta, que rebaixa o grande sorriso que brilha sobre teu rosto.
Entrega-te à eternidade do pensamento. Não pares!
Sê discreto não te prendas em quem te morde os pés.
Vive, não por eles, não por nós. Por ti!
Ama, salva-te desse desespero. Reage.
Um dia beijarei a tua mão, por respeito.

*You know... =)*

13 de abril de 2007

Algo?

É como se quisesse subir. Permanecer bem fundo e arrancasse a dor.
Ela dá vontade de gritar o nome da minha ansiedade. Rasga-se no maior sorriso. Estende-se sobre um voo aberto. Dá a volta a uma estrela e canta junto dos meus pés fazendo-me saltar mais alto que o meu próprio corpo possuido de delirio.
Palpita à luz dos meus olhos mais brilhantes e cheios de magia. Faz-me dançar até que as fontes se consumam pela morte da noite.
Ela despe-me do sofrimento. Veste-me de alegria. Aliba os meus medos. Prende-se em asas. Solta-me pelos sonhos. Canta. Corre. Dança. Manifesta-se. Eu sou a sua manifestação. Sou o que voo. Sou o que se sente.
Enche-me de respeito, apaga-me da solidão.
Sinto fome dela ao chorar por brilho. tenho saudade quando não me olha, quando apaga o meu caminho até ela própria.
Bebo dela em ti. Silênceias-me. Calas a minha dor de amar. Ela é tua aliada. Trai-me ao beijar teus olhos, ao iluminar teu sorriso. Ela trai-me ao acabar com os meus frenéticos movimentos. Ela trai-me ao me fazer lembrar de que me viu crescer. Ela faz-me viver! Um dia também me fará morrer. Ela são os anjos da guarda, é a música que amo. Ressuscita cada sorriso morto. Mata cada lágrima ressuscitada. Ela perde-se se me render e dizer-vos quem ela é. E ainda não se sabe que foi por ela que escrevi sobre a minha pele de inspiração.
Ainda não se sabe quem é ela. Ela não acaba aqui.
Ela é...
















... FELICIDADE.
*Não há alguém, mas sim algo. Há apenas a felicidade.

25 de março de 2007

Não consigo. Não sinto e nem suporto o silêncio do teu sentimento.
Estou de volta ao fim do mundo que é o sonho. Não quero que comece outra vez esse tormento. A mesma hiperbole. A mesma vida.
Um arrepio ao provar dessa cega saudade.
Um suspiro profundo, em seguida um pequeno brilho no fundo do meu olhar. O calor mal apagado. Uma dor que não consigo suportar.

Tu, Tu, Tu, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU, TU!

Está de volta não está?
E a inspiração que nao volta.
Desapareceste de vista
Apareceste no coração.
Só te peço uma coisa: vai-te embora!

"Á quanto tempo ja esqueci,
porque fiquei longe de ti,
cada momento é pior
volta no vento por favor
eu sei
quem és pra mim
haja o que houver
espero por ti"

3 de fevereiro de 2007

Sonho de escola

Testes de matemática

Sala: abafada de pensamentos, uns inumeros numeros, raizes. Outros longiquos, sem posse na folha que vêem nitidamente aos quadradinhos. "É fofa" como diz a minha companheira Tânia, presente no lado oposto da sala.
À minha frente a carteira vazia da vigilante do teste que saltita de um lado para o outro com os olhos de águia para as presas faceis com papelinhos brancos nas mãos.
A recolha: já se ouve o barulhinho de fundo no corredor, fora da sala. "Nº16, Nº17, Nº18..." vai chamando a senhora vigilante enquanto arranca as folhas recém escritas das carteiras.
Correcção: Tudo desatento ao quadro. A lamentae o que teve certo ou errado com a impaciência de saber a negativa que teve. E a professora pressiste: dança de um lado para o outro com numeros, trigonometria e raizes.



Sonho Matinal

Respiro, cheiros doentios vagueando o vago à minha volta.
Respiro o nascer do sol de todas as manhãs.
Os dedos enrugados pelo frio predominante.
A pele irrigada do gelo matinal.
Quero deitar-me neste mundo.
Adormecer, sonhar com o edificio que me come um neuronio todas as manhãs. Carregado de multidões saltitantes, no meio das poesias disciplinares.
Quero que não passe de um sonho. Um pesadelo. Minha realidade só pertence ao calor da minha cama. Ao eterno amor da minha almofada. À doce melodia do meu relógio. E os meus olhos pesados das lágrimas de sono. (Sim, eu acredito que choro enquanto dormo. Choro porque quero acordar. Ou não quero?)
Quero sonhar com a personagem sorridente ao fundo do corredor, aquele que me agarra, me abraça, aquele que sinto o seu calor. O meu eterno sonho! Afinal.. quem não sonha? E é neste mundo tão banal, tão futil, que ele existe.
Algures por esse mundo tão banal e tão futil, jamais aproveitado.
O meu dilema volta quando abro de novo os olhos ao som da orquestra magica do despertador.
Penso nele.
Nessa personagem.
Penso nesse edificio que me consome.
E penso: "Opah! Hoje não me apetece ir à escola, que seca! Chiça..."





=P*

8 de janeiro de 2007

E quem sou?

É o que sou... menina de pequeno tamanho, de grande sorriso, de grande alma.
Rendida ao sobrenatural, ao gosto de falar por folhas. Menina que quando ama, ama em silêncio para que o coração não oiça. Menina que quando ama, ama alto para que o mundo se aperceba.
Elogiu quem me dá a mão, desprezo braços sem mãos.
Conto as horas do dia, descuido-me com o tempo gasto durante a noite.
Sorriu a sorrisos, sorriu a lágrimas, perdoo punhais.
Não tenho asas apenas voo pela imaginação e pelo sonho.
Grito ao injusto.
Valorizo o que não sou.
Desconheço minhas qualidades. Desprezo meu defeitos.
Não sei escrever para o gosto dos outros. Escrevo apenas para o alivio da minha alma.

Pequeno.. mas o pequeno quer dizer muito mais que o abstrato.

Não é?