3 de fevereiro de 2007

Sonho de escola

Testes de matemática

Sala: abafada de pensamentos, uns inumeros numeros, raizes. Outros longiquos, sem posse na folha que vêem nitidamente aos quadradinhos. "É fofa" como diz a minha companheira Tânia, presente no lado oposto da sala.
À minha frente a carteira vazia da vigilante do teste que saltita de um lado para o outro com os olhos de águia para as presas faceis com papelinhos brancos nas mãos.
A recolha: já se ouve o barulhinho de fundo no corredor, fora da sala. "Nº16, Nº17, Nº18..." vai chamando a senhora vigilante enquanto arranca as folhas recém escritas das carteiras.
Correcção: Tudo desatento ao quadro. A lamentae o que teve certo ou errado com a impaciência de saber a negativa que teve. E a professora pressiste: dança de um lado para o outro com numeros, trigonometria e raizes.



Sonho Matinal

Respiro, cheiros doentios vagueando o vago à minha volta.
Respiro o nascer do sol de todas as manhãs.
Os dedos enrugados pelo frio predominante.
A pele irrigada do gelo matinal.
Quero deitar-me neste mundo.
Adormecer, sonhar com o edificio que me come um neuronio todas as manhãs. Carregado de multidões saltitantes, no meio das poesias disciplinares.
Quero que não passe de um sonho. Um pesadelo. Minha realidade só pertence ao calor da minha cama. Ao eterno amor da minha almofada. À doce melodia do meu relógio. E os meus olhos pesados das lágrimas de sono. (Sim, eu acredito que choro enquanto dormo. Choro porque quero acordar. Ou não quero?)
Quero sonhar com a personagem sorridente ao fundo do corredor, aquele que me agarra, me abraça, aquele que sinto o seu calor. O meu eterno sonho! Afinal.. quem não sonha? E é neste mundo tão banal, tão futil, que ele existe.
Algures por esse mundo tão banal e tão futil, jamais aproveitado.
O meu dilema volta quando abro de novo os olhos ao som da orquestra magica do despertador.
Penso nele.
Nessa personagem.
Penso nesse edificio que me consome.
E penso: "Opah! Hoje não me apetece ir à escola, que seca! Chiça..."





=P*

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