27 de agosto de 2006

Danças


Gostava de dançar essas danças do medo. Onde me envolvo com seres e seres. Seres sem cara, com a boca fechada, as mãos na minha cintura e movimentos excitantes. Bruscos!
Gostava de dançar essa dança da tristeza, onde predominam lágrimas minhas dentro de lágrimas tuas. E dois seres juntos rodopiando pela pista fora, com movimentos melancólicos. Tristonhos.
Gostava de dançar essa dança da risada, onde apenas danço comigo propria e solto o que dentro de mim existe como se fossem males, doenças, maldições.
Danço a dança da vida de olhos fechados e de olhos fechados oiço a musica que me inspirou para escrever isto. E ao som dessa unica melodia sinto-me mecher em sobre a cadeira como se ela propria fosse o ser da minha imaginação. E...... uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu... Fez-se!

Danças que fazem almas dançarem, danças que fazem as lagrimas chorarem, danças que fazem os corpos balançarem, danças na descontracção onde a natureza se interliga e tudo dança na eternidade da dança da vida.

*DANCE DANCE DANCE*

26 de agosto de 2006

Calado

Calada estou eu quando penso em ti
Calado está o meu corpo fraco e pesado de tanto sentimento
Calada está a voz magnifica de dentro da minha alma que grita para que tu apareças por de trás dessa tristeza afagante. Que chama por ti todas as manhas.
Calados são os olhos que choram por ti todos os dias, que veem o que n querem ver.
Calado está o meu coração meio solidificado sem nada ou algo que o acolha. Calado está ele como mo devolveste... partido!
Calada está a inspiração que não há em mim, que é incapaz de crescer por quaisquer que sejam os proximos acontecimentos nesta minha fútil vida.
Calado é o vento que sopra a toda a hora sobre os meus ouvidos surdos de tanta gritaria de corações e almas. Surdo de tantos seres á minha volta incapazes de se mexerem, á minha espera para que seja eu a gritar pela vida por eles.
Calado está o dia que irritantemente brilha lá fora sem dó nem piedade, com gente calada a vive-lo como se dias maus não existissem para aqeles corpos.
Calada está a multidão que quer mal para a vitalidade das minhas veias.
Calada está esta folha em branco que sente as mesmas palavras serem inscritas.
Calada estou eu depois de chorar de te ter. Calada pois proibiste-me de falar para que tudo em ti fizesse sentido, para que te pudesses ver caminhos florais sem uma unica árvore nua no meio.
Eu sigo esse caminho, um caminho calado pelo qual deviam ser dois a percorrer e não um.
Calada esta a vida que vivo hoje. E barulhenta a de amanha. Porque o mundo não está calado e jamais irá parar para que acabe de atar as sapatilhas ou mesmo para colar todos os bocadinhos do coração que deixaste cair ao chão.


Com as sapatilhas atadas eu acabei de me levantar e calada vou continuar a viver.
Agora... calado estás tu a ler o que aqui escrevi! E barulhenta está a vida que continuarei a viver.

Que sejas feliz! =) Ainda te adoro.

Friends? yeah!!!!

*

13 de agosto de 2006

Lados errados


Largaram-me a mil metros do chão, largaram-me porque me agarrei numa alucinação de vida que me enchia o coração, e que agora vejo perdida num cair que já não sei.
Largaram-me a mil metros do chão, reparo o sol que se afasta no ar. Rasgo caminho onde o vento dormia, adormeço sentidos no meu furacão, enquanto sol anuncia o dia sinto o meu corpo, desamparado, deslizar...
Perdi-te do lado errado do coração
Eras tu o meu chão...
Enquanto caía a terra rachou, e eu via a queda ainda mais funda.
Ao meu lado passava tudo o que passei, comigo a miragem que nada mudou, do voo rasante que nem começou, do tempo apressado que nem reparei...
Sinto os meus gestos flutuar devagar, no último segredo antes do ódio.
À minha frente um filme de aves sem voz, e quando as toquei resolvi gostar, quando as ouvi fiquei a amar ter tentado subir ao cimo de nós.
Amei-te do lado errado do coração.
Eras tu o meu chão..
Não sei ao que chamam lados do coração
Mas és tu o meu chão...
És tu o meu chão...

Toranja-Lados errados

=)

12 de agosto de 2006

Caminhos


Minha alma chora.. mas não choro com ela. Incapaz de chorar, de fazer brilhar as cascatas secas.
Incapaz de sofrer... o que doi não me explode. O que sinto não se manifesta.
Parece que é uma bomba que não explode, parece que é um bando de pássaros que cantam sem voz.
Lágrimas são palavras que a boca por medo não diz, são palavras que nem a boca nem os olhos querem dizer, não por medo mas pela tristeza encravada dentro da minha garganta.
Só oiço movimentos, só sinto vozes. Vejo a presença, saboreio um amor.
Sigo o meu caminho, sem chorar e sem sorrir. Sigo os passos dos anjos, sigo as aventuras do diabo. Tenho a febre do sentimento, a doença da vida.
Mãos cortadas de tanto ouvir, tristeza nas veias de tanta gente calar. Olhos secos sem lágrimas, lábios doridos de sorrisos forçados.
Como me doi a mente, como me doi a alma, como me doi o coração, como me doi o corpo.
Como me doi as mãos de escrever por vontade, como estragada está a caneta que canta surdinamente o que transmito.
Expressões fracassadas.
Meu choro é uma hiperbole.
A minha vida é um erro.

"A partida e a chegada são dois lados da mesma viagem."

=)

5 de agosto de 2006

Fazes-me sentir


Tudo estava tão bem quando derrepente fica mal. Uma felicidade não dura para sempre, e porque não?
Sempre que te vejo choro, aquela dor interminavel começa. Nunca te vejo e doi na mesma. Talvez pela saudade, pela tua falta, pelo meu medo.
Talvez pelos sentimentos ligados por outros, interligações matematicas e cientificas.. que nada explicão, a que com elas a dor aumenta. O anseio transforma-se em objectos cortantes.
Fazes-me sentir como um pássaro a voar pelo além sem saber que para que ares emigra, cantando as suas lamentosas melodias e quebram qualquer ouvido de cristal.
Fazes-me sentir como uma lágrima que cai mesmo ela sabendo porquê e dizendo a toda a gente que olha para ela.
Fazes-me sentir como uma carta sem qualquer palavra disponivel para ser lida. Como uma folha em branco pronta para ser escrita por alguém que nem escrever sabe.
És nada. És nada para o banal.. e tudo para mim.
Para ti =)
amo-te

ja vistes o que me fazes?

4 de agosto de 2006

Se sofrer

Se sofrer vou chorar, vou revoltar-me, vou viver.
Se sofrer minha alma chora e lágrimas soltam-se dos meus olhos.
Se sofrer outros sofrem... não digo coisa com coisa. Só lágrimas fazem sentido, nada mais que isso. Se sofrer não sei explicar porquê apenas sofro, apenas não quero sofrer, apenas tenho medo.................................................. de viver.
Apenas sou a fraca, a lamentosa, a feliz, a contentada, a que chora por ter vivido a amizade, o amor. Apenas por ter vivido e querer viver mais. Apenas por um anjo me pegar ao colo e levar-me deste sonho dizendo que já chega de tanta beleza. Que já chega de tanta lágrima, de tanto prazer.
Se sofrer a beleza chora comigo, o horrivel goza com o malabarismo dos meus olhos deitando água como um palhaço deita de uma flor.
Agora sofro e não sei falar, não sei explicar. Bandos de pássaros voam para longe de mim. E gritam por mim, cantam melodias tristonhas.
No meu sofrimento vivo por cima do mundo e vejo o que se passa com ele com cautela. Não me apercebo de que tanta gente vive no mesmo mundo que eu. Que tanta gente á minha volta sofre comigo só por que me fui embora. Só porque entrei no meu sotão onde me escondo quando o sofrimento me vem bater ou ralhar comigo.

Lentamente o sofrimento apodera-se de mim e dos outros.




Desculpa mas expludi e disse o que á muito qeria dizer.. não da melhor maneira mas sim na melhor altura. Vê o teu egocentrismo e diz-me quem tem razao.
Ela sabe de quem falo e do que falo. Ela sabe o que leu hoje e o que se passou. Ela sabe quem é.

1 de agosto de 2006

Mudar


Mudar de rumo, mudar a minha própria vida.
Mudar o sentido das coisas, as minhas perguntas, as minhas respostas.
Mudar as crenças, as carencias, as promessas.
Mudar as musicas da alma, o bater do coração, o girar da Terra.
Mudar o sentido dos sentimentos, o significado das palavras e dos gestos.
Trocar lagrimas por sorrisos, gritos por gargalhadas, noite pelo dia e o dia pela noite.
Trocar o ódio pelo amor, tristeza por felicidade, o importante por banal, o complexo pelo simples.
Trocar palavras por gestos, fantasmas por algo real, a mentira pela verdade.
O confuso pela convicto. Um sem coragem por um forte.
Mudar o estilo uma maneira dificil de viver cada dia por uma simples.. Por simplesmente viver.
Palavras caras para quê?
Quero mudar a minha vida!


=)