31 de março de 2006

Até já borboleta


Por entre jardins de tulipas e jasmins vou atras de ti minha borboleta multi-color, tu que guardas a minha vida em teus ouvidos e a pulverizas sobre as flores por entre as tuas asas. Desapareceste mas antes apenas me disses-te: " Nunca digas adeus... diz sempre até já senão estás-me a matar quando apenas me fui embora."
Até já borboleta, tu que completas tudo o que em mim faltou em duas eternidades quando o meu anjo se foi embora. Apanhei-te e metite numa caixa. Guardei-te e tu desapareceste.
Ficarei à tua espera. Meu amor. Minha borboleta.

"Posso ir ate aos confins da terra, faça sol ou faça chuva, posso subir montanhas e correr planicies, mas nada nem ninguem nos vai separar"

Obrigado Julie*

18 de março de 2006

Optimismo


Quando desaparecem uns aparecem outros. Quando as asas abrem, fecha-se a mente. Com o sofrimento calamos o coração. Com as lágrimas calamos a alma. Com a vida calamo-nos a nós propios. Com tudo o que fazemos na vida, calamos os outros. Com o trabalho e a força calamos a vida!


Foste tu que escreveste isto?
Não, foi o meu coração. Foram as meus olhos encharcados d'água. Foi a minha alma gelada. Foram as minhas mãos cheias de feridas. Foi a caneta partida com o ódio da tristeza e da ausenca de amor. Foi o aperto na barriga de ansiedade. Em geral foi tudo o que em mim sofreu.

*Para quem luta hoje, e viverá amanha feliz. Adoro-vos Ninfas!*

15 de março de 2006

Mundo perdido

Quem fala também tem ouvidos. Quem escuta também tem boca. São actos interligados num só ao qual ninguém tem paciência para os fazer. Apenas tudo do nada sabe escutar e falar melhor do que ninguém! A vida é abstracta e as pessoas são o seu misto. O egoísmo apodera-se de quem tem tudo e a ambição de quem não tem nada. O mundo está perdido no caminho que ele próprio fez. Cada vez mais cansadas as pessoas falam sem escutar e só dizem simplicidades abstractas ou seja merda. Pára e ouve o que dizes! Dá sentido ao verdadeiro sentido da vida. Dá importância aos poucos segundos que tens. Chora, ri, sorri, zanga-te, lê, brinca, estuda, vê, come, bebe, diverte-te, sofre, vive! Fala, Cala-te, ouve, protesta, aprecia, rejeita! A vida que alguém nos deu é apenas uma descontracção, uma brincadeira, um intervalo. Todos os espíritos querem viver apesar de nem todos merecerem. Por isso é que morremos, pelo inveja dos outros espíritos. Só morremos quando a nossa alma quer. Depois da morte há uma outra vida, mas essa é a verdadeira tristeza em que ninguém é feliz, onde não há amor e só ódio. Em que toda a gente tem que lutar para voltar à Terra. Mas há quem não volte. Quem me quiser ouvir é quem respeita a verdadeira forma de viver. É quem tem amor à vida!

11 de março de 2006

Sábios


Sábios são os que silenciam numa discussão. São os que já viveram a sofrer. Os parvos que te sorriem quando os chateias. Os que têm um só inimigo, eles próprios. Os que amam. Os que saboreiam as coisas mais simples da vida. Sábios são os que passam dias inteiros a odiar-se a si próprios, a adorar os outros, a calar-se quando têm muito a dizer, a gozar cada segundo com o maior prazer da vida, os que amam quem os ama, os que sofrem sem dizer a si próprios, os que desabafam com o sol, com o vento, com a água, com a musica. Sábios são os que sabem viver! São aqueles que acreditam que a morte é apenas o começo duma nova vida, mas esta é eterna e sabem que a vida na Terra é apenas um segundo. Sabem que o tempo é muito pouco.