13 de abril de 2007

Algo?

É como se quisesse subir. Permanecer bem fundo e arrancasse a dor.
Ela dá vontade de gritar o nome da minha ansiedade. Rasga-se no maior sorriso. Estende-se sobre um voo aberto. Dá a volta a uma estrela e canta junto dos meus pés fazendo-me saltar mais alto que o meu próprio corpo possuido de delirio.
Palpita à luz dos meus olhos mais brilhantes e cheios de magia. Faz-me dançar até que as fontes se consumam pela morte da noite.
Ela despe-me do sofrimento. Veste-me de alegria. Aliba os meus medos. Prende-se em asas. Solta-me pelos sonhos. Canta. Corre. Dança. Manifesta-se. Eu sou a sua manifestação. Sou o que voo. Sou o que se sente.
Enche-me de respeito, apaga-me da solidão.
Sinto fome dela ao chorar por brilho. tenho saudade quando não me olha, quando apaga o meu caminho até ela própria.
Bebo dela em ti. Silênceias-me. Calas a minha dor de amar. Ela é tua aliada. Trai-me ao beijar teus olhos, ao iluminar teu sorriso. Ela trai-me ao acabar com os meus frenéticos movimentos. Ela trai-me ao me fazer lembrar de que me viu crescer. Ela faz-me viver! Um dia também me fará morrer. Ela são os anjos da guarda, é a música que amo. Ressuscita cada sorriso morto. Mata cada lágrima ressuscitada. Ela perde-se se me render e dizer-vos quem ela é. E ainda não se sabe que foi por ela que escrevi sobre a minha pele de inspiração.
Ainda não se sabe quem é ela. Ela não acaba aqui.
Ela é...
















... FELICIDADE.
*Não há alguém, mas sim algo. Há apenas a felicidade.

1 comentário:

Anónimo disse...

lindo!!

adoro.t!