21 de novembro de 2006

Infinidade

Este é o meu infinito. É por onde vou caminhando. E sigo todos os passos estrangeiros.
Estou cega por esta escuridão. Tropesso em quem me agarra o pés. Rasgo a voz a quem me segura as mãos.
Quero-me mover depressa no meio de tanta solidão. Mas solidão é solidão. E devagar passa o tempo por entre tanta gente.
É mudo este momento, no meio de tantos gritos em veias dilatadas.
Mete impressão não mete?... Saber que por tanta gente que cheiro. Tantos olhar de intresse e tantas bocas de inveja vivem em todos os mundos estrageiros. E principalmente nos conhecidos.
Momentos são orquestras de silêncio. Em que o piano de cada minima lágrima toca fino e sem perdão. E o violoncelo quebra cordas de todo o ódio.

É o que sinto em cada dia. O sorriso não tudo para poucos.. é verdade. Mas é o suficiente para convencer quase todos. Para meter inveja a alguns. E para me enganar a mim. Porque este sorriso não é sentido e muito menos verdadeiro. E porque todos os dias tenho palavras encravadas que nunca são ditas.
Isto é sem duvida o medo a falar por mim. Porque quem não tem medo é quem não tem vida! No meio de tanta confusão fico feliz por estar viva.

E lá passa mais um tufão nesse caminho em que sigo. Canso-me de ir atrás sempre dos mesmos que já fartos de mim estão... Mas eu amo-vos.




[Não foi um texto. Foi um desabafo]

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