28 de julho de 2006

Ouvi dizer (por voces)


Ouvi dizer que á uns dias sofri, que água escorreu sobre as tuas mãos. Água da minha alma, da minha personalidade. Dei-te um bocado de mim. Confiança.
Ouvi dizer que partiste, e que tudo chorou por ti. O céu, o sol, as almas, a natureza, o banal.
Ouvi dizer que te fostes embora com o que te dei. Mas também não o quero de volta pois assim consigo-me lembrar de ti todos os dias e pedir que te guardem tão bem uma vez que aqui não o conseguiram fazer.
Ouvi dizer que choro todos os dias por algo que nunca existiu mas algo que me acompanhou durante 3 longos anos de idas e voltas para um mundo infinito de felicidade.
Ouvi dizer que esse mundo acabou pois ja la não estás.
Ouvi dizer que te matei com a minha tristeza. Mas não fui eu, foi a inveja dos outros. A minha tristeza só te sustentava. Era tristeza de saudade, saudade por estasres comigo mas não te conseguir alcançar por tão longe que estavas.
Ouvi dizer que agora a tristeza de saudade que sinto não é por estares comigo mas por te teres ido embora desta vida.
Ouvi dizer que sempre que olhamos para a janela quando está a chuver estamos apenas a ver o céu a chorar por ti. Porque estás com ele e não connosco.
Ouvi dizer que te vou adorar para sempre como a tua verdadeira alma que se entregou para me ajudar.
Que Deus te porteja.

*Na tua memoria. Hoje pensei em ti e tenho saudades... Juro que quando encontrar a inveja vou acabar com ela por ti. E agora luto pela minha ida por ti e por uma das pessoas que mais amo na vida que está ai contigo. Pela vossa memoria vou viver. Manuel Gouveia (1921-2003) e João Sobreiro (1989-2006)*

Sem comentários: