É fazer a diferença, a cima de tudo o resto. Tal como os meus textos não são justificados, adquirindo forma natural. Tal como os sorrisos impressos em fotografias não entram na monotonia, e a simples forma de inclinar o pescoço dá o toque da minha autoria. Só eu mando naquele meu mundo, só eu dito as regras daquele meu jogo. Com ínfimos pormenores me destaco da população. Lenço. Colar. Brinco. Túnica. O gosto eleva auto-estima.
Sou Carolina. Sou Pequena. Sou uma vida entre tantas outras. Fui algo nos anos 80, um desconhecido elevado por teorias. Fui um feto no primeiro dos anos 90. Fui criança em 98, pré-adolescente no 11 de Setembro. Sou a pessoa de 2010, a desempregada de 2015. Sou geração de estudantes, trabalhadores, lutadores e cobardes.
Vivo com café depois do almoço, qual envenenada comida a minha. É doce, intenso sabor.
Vivo com música, cada milésimo de segundo. O tempo torna-se infinito só a meu pedido.
Vivo o momento da decisão, da conquista, da mudança. Gosto do imprevisível.
Chamei-me inspiração, registo-me pelas sardas. Chamo-me Esperança, penso ter ambição lá pelo meio.
Sou incompleta todos os dias, todas as alturas. Sou feliz.
Os sonhos é que me descrevem, os meus actos é que me caracterizam. Erro, sou humana. Remedeio-me com a vida que tenho, sou portuguesa. Vivos os sentimentos, vivo os segundos. Sou sofredora, festejo a noite, celebro dias.
Ambiciono o conhecimento, literatura é uma paixão e a minha completa-me a vida. Tardes de cinema, quase sempre. Na mão do meu futuro, cabem todos os lugares do mundo que sonho ir...
Repulso a pressão, evito responsabilidade mas lido com ela.
Sou criadora de histórias e de mundos, ás vezes vivo apenas no meu e não no da realidade.
Ser amada. Amar. Dar tudo pelos bocadinhos, aventura. Adrenalina.
EU sou só mais uma.
C.G.
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