
Os cortinados fecham-se.
As luzes apagam-se.
Os gritos susurram.
As criaturas adormecem.
As fadas voam.
Os anjos beijam-se.
Sucedes-se o suicidio.
As lágrimas cristalizam, o sangue pára, o coração desce, a alma sobe.
A lâmina corta o tecido, o peito.
O silêncio predomina no tempo da dor.
Volto a abrir os olhos, desligo o despertador, os cortinados abrem-se, as luzes acendem.
As criaturas acordam, os gritos cantam. Os anjos escondem-se, as fadas também. O teatro da vida continua.
As labaredas de fogo e as purpurinas dançam com o ar.
Eu danço com o perigo. Há malabarismo com corações, ilusionismo com os amigos. Magia com o teu amor.
Como me fascina esta peça.
Como sonhadora é a criança da ignorância.
Como voa a ingenuidade. Esta é a sensação de quando me tocas, quando sinto os teus dedos dançarem com os meus. És o protagonista deste meu teatro, a junção das minhas duas metades: noite e dia.
Os cortinados fecham-se, as luzes apagam-se. Os gritas silênceiam, as fadas e os anjos levantam os cortinados e espreitam o sonho.
E eu largo a lâmina. E sonho.
A minha vida é o sonho.
*Ás vezes...
... tenho saudades tuas*
Para lord of walls
Sem comentários:
Enviar um comentário