27 de junho de 2006

Minha Liberdade


Quantas mais facas iram aparecer? Com cada anjo a magoar-me só porque cantar é proibido na alma musical da vida.
Quem canta é quem fala, quem cala consente. Natureza que fala é a natureza que ouve. Nada pode ser dito perante as plantas. Estou farta de escutar. Quero cantar, quero que os papões me assustem e comem os meus sonhos, me cortem as asas, me puchem os pés, me calem a voz. Quero que os anjos caminhem até ao infinito e se protejam apenas a si próprios. Proteger os outros apenas Deus e a nossa alma. Gritar às almas, gritar aos anjos, gritar aos papões, gritar! Gritar e soltar tudo! A saudade pelas borboletas afoga-me e o seu choro afaga-me a voz, o meu corpo. Voar perante sonhos. Os meus e os outros. Os sonhos são altos, a vida é baixa. O sangue morre e o sorriso chora. O olá de manhã é provisório, o adeus da noite é eterno.


* Farta que me prendam, que não me deixem ser aquilo que sou. Que não me deixem dizer apenas aquilo que acho. Tudo o que faço está errado para vocês, para mim está certo porque tenho razões para isso e porque confio nos outros. *

Sem comentários: